Desejo pela presença de Deus

July 1, 2018

 

 

“Como é agradável o lugar da tua habitação, SENHOR dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece, pelos átrios do SENHOR; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo.” (Sl.84.1)

 

Todos os domingos, a igreja do Senhor Jesus espalhada pela face da terra, se reúne para adorar o Senhor. O coração do cristão pulsa mais forte de anseio pelo encontro com Deus; a alma se alegra antecipadamente, como quem guarda amor profundo; e a mente abandona as preocupações e pensamentos seculares para preencher-se do conhecimento de Cristo.

 

Talvez estes fenômenos espirituais-bioemocionais, promovidos pelo muito amor a Deus, não estejam presentes em teus encontros com o Senhor, quando a igreja está reunida para adorá-lo, mas para os peregrinos do Salmo 84, o anseio por estar diante de Deus, em Seu Templo, era real.

 

Há razões históricas para o sentimento saudoso do salmista. A trajetória de Israel sempre esteve marcada pelos pecados da nação, seguidos de castigos divinos que visavam juízo para uns e disciplina para outros. E no meio desse ambiente desagradável, estava o remanescente fiel, aqueles que amavam a Deus de todo o coração, sofrendo os problemas da nação. Espalhados por entre povos pagãos como Daniel (Dn.1.1-6), perseguidos e desanimados como o profeta Elias (1Rs.19.4), os crentes do Antigo Testamento guardavam no coração o anelo pela presença do Senhor, representada pelo Templo de Jerusalém, onde encontrariam descanso para a alma atribulada.

 

Todo ano, os peregrinos de Deus viajavam muitos quilômetros para ir ao monte Sião, onde se encontrava o templo de Jerusalém. Durante a viagem, eles cantavam salmos ao Senhor, alegrando o coração para que não desanimassem na longa jornada; orando e clamando a Deus por força e proteção para continuarem na caminhada dura e perigosa; e preparando a alma para o encontro com o Senhor no templo.

 

Chegando ao templo, os peregrinos podiam descansar a alma diante de Deus, pois nEle encontravam “refúgio e fortaleza, socorre bem presente nas tribulações” (Sl.46.1). Como Ana, os viajantes colocavam seus anseios na presença do Senhor que é “benigno em todas as suas obras” (Sl.145.17), e aquietavam o coração, pois o Senhor dos Exércitos estava presente, o Deus de Jacó era o refúgio deles (Sl.46.11).

 

Tendo chegado a Jerusalém, os peregrinos podiam ver, nos arredores do templo e em seu teto, pardais e andorinhas morando com seus filhotes. Dia e noite aquelas pequenas aves estariam ali, na presença do Senhor. Mas, ao contrário desses pequeninos seres abençoados, os peregrinos teriam que retornar para a longínqua casa após o término da celebração do culto a Deus. Então, no coração restaria somente a saudade do Templo e dos momentos de adoração ao Deus de Israel.

 

Cristo é o perfeito templo do Deus vivo e verdadeiro, que substituiu o Templo de Israel com Sua morte e ressurreição (Jo.2.18.22). NEle está toda a glória de Deus, “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl.2.9). Ele é o “Deus conosco” anunciado pelo anjo a Maria (Mt.1.23) e somente por meio dEle o pecador pode ter acesso ao Pai (Jo.14.6).

 

Se o salmista, que contemplava o tabernáculo terreno, desejava tanto estar no Templo do Senhor, quanto mais devem desejar se encontrar com Cristo aqueles que esperam a Jerusalém celestial, o tabernáculo divino? (Ap.21.3). E enquanto o maravilhoso dia não chega, o coração do cristão se alegra nos momentos de adoração, quando Cristo está presente entre seu povo para abençoá-lo.

 

Em Cristo, os céus se abriram para receber os pecadores justificados por Seu precioso sangue (Rm.5.9). E tendo sido justificados, foram feitos templo do Senhor “como pedras vivas, na construçäo de um templo espiritual, para formarem um sacerdócio santo e oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus” (1Pe.2.5). No Filho de Deus, o pecador experimenta a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” revelada em Sua Palavra e testificada por Seu Espírito (Rm.12.2). E, quando as lutas querem fazer o cristão desanimar, o pecador remido encontra socorro em Jesus, “pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb.2.18).

 

Diante de tanta beleza e graça, de tanta misericórdia e benção, o cristão guarda em seu coração o constante desejo pela presença de Deus, e, todos os dias, suspira, dizendo ao Senhor com sua alma: “melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar; prefiro ficar à porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas dos ímpios” (Sl.84.10).

 

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