A verdadeira liberdade

December 30, 2018

 

 

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo.8.36)

 

O que é ser livre? O conceito popular de liberdade é “poder fazer o que quiser”. Uma criança que gostaria de comer doces à vontade ou um adolescente que gostaria de chegar muito tarde em casa ou um jovem que quer usar drogas pensam que liberdade é não ter alguém proibindo aquilo que gostariam de fazer, ainda que o que gostariam de fazer seja prejudicial. Esse é o conceito filosófico do mundo humanista e a ideia popular de nossos dias sobre a liberdade: ser livre é fazer o que quiser ainda que isso seja prejudicial à própria vida.

 

Que liberdade estranha! A liberdade é algo bom, mas se aquilo que o homem faz é prejudicial, então já não é bom. Logo, poderíamos chamar isso de liberdade? Jesus esclarece o assunto ao dizer: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo.8.34). Ou seja, conforme Jesus, fazer o que é mau para mim mesmo (ou para outra pessoa) não é próprio da liberdade, mas da escravidão. O escravo gostaria de ter coisas boas, mas a escravidão o impede. Além disso, é a escravidão quem impõe ao escravo o sofrimento, os açoites e outras coisas ruins. Como, então, podemos chamar de liberdade a prática daquilo que é danoso à vida?

 

O correto conceito de liberdade encontra-se em Deus, afinal Ele é o único ser plenamente livre, pois é perfeito e autoexistente, enquanto que nós somos imperfeitos e dependentes, pois não temos vida em nós mesmos nem vivemos o quanto desejarmos; somos finitos. O mundo ignora o problema de seu conceito de liberdade, porque nega tanto a existência de Deus quanto o dia do juízo divino. O mundo ignora que tudo que existe tem sua origem e fim em Deus sem o qual nada existiria.

 

Deus conhece tanto o bem quanto o mal (Gn.3.22) e permanece Santo, Justo e Verdadeiro, além de Gracioso, Misericordioso e Bom (1Pe.1.16; Sl.11.7; Jo.14.6; Sl.67.1; Sl.145.8; Sl.25.8). Mesmo conhecendo o bem e o mal, todas as virtudes encontram-se plenas em Deus, pois Aquele “que não pode mentir” (Tt.1.2) também “não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg.1.13). Desse modo, Deus é plenamente livre, pois nenhum mal é capaz de induzi-lo, influenciá-lo ou tenta-lo, de modo que Deus sempre faz aquilo que glorifica a si mesmo. Deus não busca aquilo que é mau nem aquilo que prejudica a si mesmo. Deus é sempre livre para fazer o que é bom e glorificar seu Santo Nome.

 

Quando o homem faz aquilo que é mau, ele atrai sobre si problemas, angústias e juízo merecido. Ao roubar alguém, o ladrão que diz ter feito uso de sua “liberdade” para roubar ficará preso durante certo tempo de sua vida por ter agido “em acordo com sua vontade”. Será que podemos chamar isso de liberdade? Não! A verdade é que o ladrão não conseguiu dominar seus maus desejos e sendo vencido pelo pecado praticou aquilo que é mau tanto para si mesmo quanto para seu próximo. Na prisão, sua ação impensada de roubar deixa de ser chamada de liberdade para ser denominada de erro, injustiça ou pecado.

 

Quando alguém usa drogas ou fuma prejudica seu próprio corpo. Quer seja um viciado ou não, está fazendo aquilo que é prejudicial à própria vida. Talvez não tenha prejudicado ninguém, mas danificou a si mesmo por causa de sua incapacidade de vencer o desejo de fazer o que é ruim. Seu desejo foi mais forte do que sua capacidade de agir corretamente, pois esteve o tempo todo consciente das implicações de suas escolhas. Quando alguém faz escolhas “inocentes”, ou seja, sem a consciência do mal, então mostra-se escravo da ignorância, pois prejudica a si mesmo sem saber. Mas, quando as pessoas fazem escolhas conscientes, revelam-se escravas da vontade, pois nem mesmo o conhecimento do bem e do mal foi suficiente para libertá-la de seus maus desejos.

 

Toda ação atrai uma reação de semelhante proporção. Aquele que fez o que é bom receberá o que é bom. Mas, aquele que fez o que é mau receberá o que é mau, pois Deus, o Criador de tudo, é também o justo juiz de todos e pedirá contas por tudo o que fizemos. Toda má palavra e má ação receberão a justa punição. Assim, quem pensava ser livre por fazer algo que contraria as leis divinas, verá que era escravo do pecado e incapaz de viver livremente em acordo com essas leis, prejudicando a si mesmo. Portanto, não há liberdade quando o homem não é capaz de fazer o que é bom e ter prazer nisso.

 

A morte revela a falta de liberdade do homem, pois nem mesmo o mais saudável dos homens pode fugir dela. Sem que queiramos, nascemos; e, sem que possamos impedir, morremos. A humanidade está impreterivelmente presa à vida temporal. Logo ninguém está livre para ser o que quiser nem para viver o quanto desejar. O ser humano pode ignorar a realidade, mas não pode fugir dela. Por conseguinte, a liberdade não pode ser definida apenas pela imaginação humana. Só é possível definir a liberdade a partir da compreensão da realidade: Deus é o Criador e Juiz de toda a criação.

 

Ser livre é ser capaz de viver o que é bom e ter prazer naquilo que é bom, pois do bem se tira o bem. Aqueles que são livres para fazer o que é bom receberão, em Cristo, a recompensa de sua fé-obediente, pois não agiram como escravos do pecado, antes viveram na liberdade do Filho de Deus (Gl.2.20). Ser livre é ser capaz de tomar boas e corretas decisões na vida quando tem diante de si muitas opções tentadoras e maléficas. A liberdade traz benefícios àquele que é livre da mesma forma que o jugo da escravidão é danoso ao homem. Assim, a verdadeira liberdade é permanentemente boa e benéfica, e sempre glorifica Aquele que a dá aos filhos dos homens: Cristo Jesus, o libertador do homem. Você é verdadeiramente livre para fazer só o que é bom?

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