Aprenda a amar

May 30, 2019

 

 

“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo.4.16)

 

Já há algum tempo venho procurando mostrar que o amor próprio é o principal agente motivador das ações humanas, confundido, diversas vezes, com o amor ao outro. As escolhas que você faz decorrem de seu amor próprio: a comida, o lazer, o trabalho, as amizades etc. Você não faz escolhas que sejam ruins para si mesmo, mas procura aquilo que considera bom para si, mesmo que não seja realmente bom. E uma das escolhas feitas por amor próprio é a escolha do outro, já que o outro também é instrumento para o bem-estar.

 

Por acaso alguém procura um cônjuge que lhe seja desagradável? Não! Pelo contrário, tantos pretendentes são descartados por não satisfazerem aos critérios pessoais que atendem ao amor próprio: aparência, comportamento, status social etc. Quando uma pessoa diz que casará com alguém porque o ama, na verdade (na grande maioria dos casos) ela está casando porque ama a si mesma e o futuro cônjuge satisfaz esse amor próprio, pois promove bem-estar para ela. Caso o futuro cônjuge não fizesse com que se sentisse bem, não haveria casamento, pois não se costuma casar para o bem do outro, mas para o próprio benefício. Isso é amor próprio!

 

Podemos ver isso melhor nos momentos em que o cônjuge não causa satisfação, despertando diversos sentimentos, pensamentos e atitudes completamente contrários ao amor, incluindo o divórcio. Por que brigas, discórdias, angústias, aborrecimentos, frustrações etc.? O verdadeiro amor é uma dádiva, logo, nos momentos em que o cônjuge mostra seus mais profundos defeitos, este amor deveria revelar sua natureza tanto incondicional quanto altruísta, sempre preocupado com o bem-estar alheio, pois vive para abençoar, não para ser abençoado.

 

Contudo, os problemas nos relacionamentos revelam que as pessoas casam por amarem a si mesmas, não por amarem alguém. O outro é sempre um instrumento para a satisfação pessoal, para o bem-estar próprio. O mesmo pode ser afirmado sobre as demais relações, incluindo as relações fraternas dentro das igrejas locais. Observemos que, com muita naturalidade, pessoas se aproximam umas das outras formando grupos de amizade de acordo com a afinidade. Ou seja, costuma-se procurar as pessoas que melhor satisfazem às expectativas do amor próprio, preferencialmente se evitando aquelas que demonstram maiores defeitos.

 

Por isso, tanto os casamentos quanto as demais relações fraternas precisam conhecer a Verdade libertadora que revela seus mais profundos enganos e o único Caminho para redimir plenamente os relacionamentos. É preciso conhecer a si mesmo para reconhecer a necessidade de mudança. Uma pessoa doente só procura auxílio médico quando reconhece que tem alguma doença, caso contrário, dificilmente buscará ajuda. E, uma vez reconhecido o problema revelado pela Palavra de Deus, faz-se necessário encontrar a solução. Para isso, precisamos do endereço certo do único médico da alma, capaz de alcançar as profundezas do ser e, a partir dele, restaurar as relações: Cristo Jesus.

 

Cristo é mais que um exemplo de amor verdadeiro, pois ele realmente se entregou para salvar pessoas que não o agradaram, nem mesmo um pouco, como podemos ver nos evangelhos (Lc.23.34). Cristo amou pessoas desagradáveis, muitas das quais estavam pedindo sua morte na cruz (At.2.36). Ele suportou os muitos defeitos de seus discípulos, mesmo não precisando deles (Mt.26.34). Cristo realmente mostrou-nos aquilo que o apóstolo João nos diz posteriormente: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor” (1Jo.4.16). Portanto, Cristo realmente é o perfeito exemplo de amor, o amor que Ele nos ensinou a ter (Mt.5.43-48) no meio de seu povo (Jo.13.34-35).

 

E este amor visto em Cristo nos é oferecido não apenas como exemplo, mas, também, como dádiva a ser vivenciada em nós. Pelo Espírito de Deus e por meio da Palavra do Senhor, Cristo transforma nossa vida (2Co.3.18) para que não vivamos segundo nosso coração pecador, mas conforme a santa vontade do Senhor, afirmando “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl.2.20). Em Cristo, então, recebemos mais que um exemplo de vida, passamos a ter uma nova vida capaz de amar como Ele nos amou, pois o amor é fruto do Espírito Santo que Ele nos deu e habita no meio de sua igreja (Gl.5.22). Portanto, se aproxime de Cristo para ter vida nEle. É por meio dessa nova vida em Cristo que casamentos são restaurados, igrejas vivem o verdadeiro amor e a sociedade pode desfrutar de uma nova forma de se relacionar.

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